quarta-feira, 6 de maio de 2009

Vem aí uma bela graphic novel maranhense

Balaiada - A Guerra do Maranhão é desenhada por dois artistas maranhenses que já tem um boa caminhada: Ronilson Freire e Beto Nicácio. O Álbum foi dividido em duas partes. A primeira desenhada por Ronilson Freire e a segunda por Beto Nicácio. Beto Nicácio é quadrinhista e cartunista premiado e seu álbum “Proscritos” está programado para ser lançado nacionalmente ainda nesse primeiro semestre.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Solto na Cidade em novo formato

Após 14 edições no estilo “mapa”, a equipe do SOLTO NA CIDADE resolveu reformulá-lo. Disponível em 85 pontos de distribuição a partir do dia 29 deste mês, o número 15 (de 1º a 15 de maio) sai em formato de revista de bolso, com 32 páginas e novas seções, passando de um guia de agenda cultural para também de lazer, entretenimento e serviços. Afinal, quem não gosta de uma boa dica de restaurante ou de ler uma boa entrevista? E esta ampliação se estendeu para a equipe, que agora conta com colaboradores importantes, como a jornalista Dani Pacheco e o chef Guga Bulhões, este responsável pela seção “Gourmet”, além da colaboração da cinéfila Milena Azevedo. Para marcar o lançamento de 15 edições e do novo formato, o Solto na Cidade convida seus leitores a comemorar, no próximo sábado (2), no Aprecie Pub (rua das algas, 2282, Ponta Negra). A trilha sonora fica por conta da banda Café, tocando grandes sucessos da música internacional. A noite promete muita animação e algumas surpresas. Para participar, é só se cadastrar no site www.soltonacidade.com.br e mandar um e-mail para contato@soltonacidade.com.br com nome completo, RG e telefone. Para garantir o acesso ao evento, é necessário comparecer portando documento de identificação com foto. O SOLTO NA CIDADE tem periodicidade quinzenal, tiragem de 10 mil exemplares por edição e é distribuído gratuitamente em shoppings, cinemas, teatros, livrarias, entidades culturais, hotéis, cafés, restaurantes, bares, universidades, entre outros pontos estratégicos. A publicação conta com o apoio da Prefeitura Municipal do Natal, Assembléia Legislativa, Fundação de Cultura de Parnamirim, entre outros parceiros da iniciativa privada e pública.
Texto da jornalista Anne Caroline Medeiros.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Sai o Edital para o Prêmio Moacy Cirne de quadrinhos

O Governo do Estado do RN, através da Fundação José Augusto, torna pública a abertura de mais dois editais culturais, desta vez, contemplando a área de dança e de quadrinhos. O prazo de inscrições destes dois editais prossegue até 12 de junho.

Prêmio Moacy Cirne de Quadrinhos

Serão escolhidos 10 quadrinistas potiguares que integrarão uma coletânea de quadrinhos. O prêmio tem o objetivo de revelar e premiar o talento dos artistas profissionais ou amadores que militam na arte dos quadrinhos no Rio Grande do Norte, além de impulsionar a produção artística nessa área. Serão concedidos dez prêmios de histórias em quadrinhos, totalizando a soma de R$ 40.000,00, divididos da seguinte forma. a) Infantil - 1º lugar: R$ 4.250,00 e 2º lugar: R$ 3.250,00 b) Histórico - 1º lugar: R$ 6.000,00 e 2º lugar: R$ 5.000,00 c) Aventura, Humor e Ficção - 1º lugar: R$ 6.000,00 e 2º lugar: R$ 5.000,00 d) Jovens Artistas - 1º lugar: R$ 1.500,00 e 2º lugar: R$ 900,00 e) Tema Livre - 1º lugar: R$ 4.550,00 e 2º lugar: R$ 3.550,00

Para ler o Edital na íntegra, clique aqui.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Lembranças de uma guerra que se quer esquecer

O cérebro humano é mesmo algo incrível. Para nos salvaguardar de experiências traumáticas, simplesmente deleta as imagens, confundindo a nossa memória. Mas o que fazer quando pequenos flashes de lembranças desagradáveis se manifestam em forma de sonhos?

O cineasta Ari Folman resolveu fazer um documentário em formato de animação, desenhado por David Polonsky, chamado Valsa com Bashir – que também resultou numa história em quadrinhos, publicada recentemente, no Brasil, pela L&PM (colorido, papel couché, R$ 46,00) –, para contar ao mundo a sua experiência com os mistérios da falta de memória sobre a sua participação na Guerra do Líbano, mais especificamente no massacre ocorrido nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, no ano de 1982, quando os cristãos falangistas mataram sem dó nem piedade os palestinos muçulmanos.

A história toda tem início quando um amigo de Folman lhe relata um estranho sonho com cachorros, intrigando-o porque esse sonho remetia à lembranças da Guerra do Líbano, lembranças essas que ele não tinha, mesmo sabendo que esteve lutando, como soldado, por lá.

Não entendendo o que está acontecendo e sendo perturbado por um sonho recorrente, onde ele e mais dois amigos, dos tempos da citada guerra, saiam do mar e caminhavam nus, em direção à Beirute, parte para encontrar esses amigos e descobrir o que é real e o que é “construção” da sua memória.

Para surpresa de Folman, alguns desses amigos também não lembram de várias passagens da Guerra do Líbano. Isso faz com que ele fique ainda mais confuso, até que conversa com a professora Zehava Solomon, a qual lhe explica sobre o “evento dissociativo”, um trauma de guerra bastante comum.

Apesar de tudo o que descobre, as memórias sobre o massacre de Sabra e Chatila ainda não são claras. Folman averigua mais um pouco. Sua mente culpada não lhe permitia enxergar, então ele relembra que esteve mesmo lá, disparando sinalizadores noturnos, mas logo declara que não viu nada da matança. E então, quando as memórias mais dolorosas regressam à sua mente, as imagens passam a ser fotografias, não mais desenhos. Foi real. Foi desumano. Foi algo a ser esquecido, mas que não podia ser apagado dos olhos do mundo.

Texto a ser publicado na versão impressa do Solto na Cidade.

terça-feira, 21 de abril de 2009

A Editora Agir dá continuidade a sua coleção Grandes Clássicos em Graphic Novel com esse lançamento do mês de abril: O Pagador de Promessas, antológico texto do genial Dias Gomes quadrinizado por Eloar Guazzelli.

Mais um ponto para a Agir e para o quadrinho nacional.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Apresentando a desenhista Giovana Leandro

Dos 8 aos 9 anos, Giovana cursou desenho clássico com os professores Gilvan Lira e José Veríssimo. Aos 13 anos, retomou algumas aulas de desenho clássico com os mesmos e logo após conheceu a técnica do estilo mangá, no curso de Veríssimo, tendo aulas posteriores somente nesse estilo. Em 2006 e 2007 participou do evento Saga de Entretenimento, desenhando caricaturas. Em 2007 iniciou o seu próprio curso de mangá, dando continuidade nos anos de 2008 e em 2009, nas dependências da Dragon´s Place. Participou da exposição A arte no traço dos artistas potiguares, ano passado, no Espaço Agência Cultural SEBRAE, no Natal Shopping. Atualmente está produzindo uma HQ independente. Giovana também faz, sob encomenda, retratos, caricaturas e ilustrações. Para ver mais desenhos da Giovana, basta clicar aqui. Quem estiver interessado em fazer aulas de mangá, o telefone pra contato é: 8872-7212

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Seleção para a Subversos # 4

O pessoal da Subversos renovou o contrato com a prefeitura de São Paulo para a edição de mais 3 números da revista. Eles já estão selecionando material para a edição #4.

As especificações são: Formato A4 (21 x 29 cm) e temática de "Cotidiano Urbano".

Toda e qualquer pessoa interessada em colaborar pode enviar HQs, tiras ou ilustrações (individual ou em grupo - não precisa ser material inédito), em qualquer gênero, estilo e experimentações. Para a edição #4, Akira Sanoki, Alexandre Manoel e Igor Shin planejam 52 páginas (miolo p/b e capas coloridas - podem enviar material colorido, mas de uma página somente) e tiragem de 3.000 exemplares (distribuidos gratuitamente), além disso, fizeram uma parceria com o site www.impulsohq.com.br que vai distribuir camisetas e botons aos autores selecionados!

Os interessados podem enviar material para seleção até o dia 14 de junho, através desse e-mail: revistasubversos@gmail.com

Action Figures da Umbrella Academy e de Mesmo Delivery

Essas action figures são meu sonho de consumo. Prováveis presentes de Natal, já que as do Mesmo Delivery devem ser postas à venda na Comic Con de San Diego desse ano.

Artes de Gabriel "Actraiser" Andrade

Guardem esse nome: Gabriel "Actraiser" Andrade.

Os desenhistas potiguares ficaram conhecendo o rapaz quando o então ilustre desconhecido ganhou o primeiro lugar na segunda edição do concurso Desenhe a Prosa e a Poesia Potiguar, em 2007, concurso esse idealizado por mim (Milena) e promovido pela GHQ em parceria com a Editora Conrad.

De lá pra cá, Gabriel só melhorou e encantou a todos com seus desenhos.

O talento começa a ser reconhecido lá fora. Gabriel foi contratado para desenhar algumas páginas de títulos da Wildstorm e também duas páginas da série Batman Confidencial, da DC Comics.

Quem estiver curioso para ver mais desenhos do Gabriel Actraiser, basta acessar o seu blog, e aí perceberá que não estou elogiando à toa.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Quadrinização de Lâminas

Eu já havia mencionado aqui que o meu conto Lâminas estava sendo adaptado para os quadrinhos por Marcos Guerra, com desenho e arte-final de Victor Negreiro. Pois bem, Guerra terminou o roteiro (62 páginas), Victor está firme e forte no desenho e Cobe se juntou à equipe, colorindo a HQ.
O trabalho está muito bonito. Deixo aqui duas páginas prontas para que vocês possam conferir, afinal eu sou suspeita para falar.
A tradução do texto para o inglês, vale salientar, é de Guerra.

sábado, 11 de abril de 2009

SketchCrawl Natal

Hoje, dia 11 de abril, acontece o SketchCrawl Natal, um evento no qual os desenhistas do RN - profissionais ou não - sairão pelas ruas da cidade, rabiscando em seus caderninhos de rascunho.

Tati Viana convida todos que quiserem participar do evento para se reunirem hoje, às 15h, na Praça André de Albuquerque, também conhecida por Praça Vermelha, Cidade Alta. Não precisa pagar nada. Só levar o caderno, ou papéis, prancheta, lápis, lápis de cor, hidrocor, aquarela… O que quiser! E também não precisa ser um DaVinci. Pode levar também a criançada e rabiscar à vontade! A ideia é mostrar nossa cidade do ponto de vista dos artistas. Temos de desenhar o que vemos por lá. Por isso que escolhemos a Praça Vermelha, que foi praticamente onde Natal nasceu. E além de ter o lance histórico, tem as personalidades que vagueiam por lá, como skatistas e metaleiros.

Cards do Spirit

Aproveitando esse momento "Spirit", estava revendo minha caixa de cards. Eu a comprei em 2006, no Mercado Livre. Vibrei muito quando a mesma chegou aqui em casa. Como os boxes são numerados, o meu é o 2.993 de 4.000 boxes existentes. Posto aqui alguns desses cards.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Spirit com crise de identidade ?

A estreia do personagem The Spirit, criação do mestre Will Eisner, deu-se no dia 2 de junho de 1940, nas páginas dominicais do Detroit News. The Spirit surgiu como uma paródia aos pulps policiais, aos filmes noir e também ao recém criado gênero de super herois.

Will Eisner seguiu criando e desenhando aventuras do Spirit até 1950, intercalando aí momentos em que ele mesmo traçava as linhas do personagem com anos em que o seu estúdio precisou substituí-lo.

Com as inovações narrativas que Eisner trouxe aos quadrinhos nas páginas de The Spirit – enquadramentos, jogo de luz e sombra, a brincadeira estética com o próprio nome SPIRIT –, o personagem tornou-se bastante popular e ganhou uma relevância ímpar no meio quadrinístico internacional. É referência ainda hoje.

Frank Miller sabia de tudo isso. E melhor do que ninguém, porque era amigo do Will Eisner. Mesmo assim ele insistiu em fazer uma adaptação do Spirit para o cinema, com a proposta de atualizar o personagem. Bom, se fosse uma atualização propriamente dita até que dava para encarar, mas o que Miller fez foi uma descaracterização do universo do Spirit, reinventando-o aos moldes da sua premiada série de quadrinhos Sin City.

Aqueles que já tiveram contato com alguma história do Spirit e estão familiarizados com o Comissário Dollan, a Ellen Dollan, o Ebony, a P´Gell, a Sand Saref, o Octopus e Central City, já ficaram chocados só em ver o trailer do filme do Frank Miller. A estética semelhante ao extremo ao filme Sin City – no qual Miller começou a brincar de diretor de cinema – fez com que muitos fãs torcessem o nariz e bradassem: LIXO!

É sempre bom a gente ver a obra toda antes de julgá-la, por isso confesso que baixei The Spirit – aqui em Natal não foi e acredito que nem será exibido nos cinemas – e o assisti na íntegra. Fiz mais, reassisti. E mesmo assim não consigo acreditar no que vi (e no que não vi). Cadê o Denny Colt brincalhão dos quadrinhos? Ebony nem sequer foi mencionado. O corpo do Octopus foi revelado. E o pior, o sol de Central City foi encoberto.

Uma adaptação, para ser considerada boa, precisa respeitar as características gerais da obra base, de seus personagens, de seu cenário. Não estou afirmando que precisa ser uma cópia fidedigna, pois há diferenças entre as mídias, mas que seja, no mínino, coerente.

Sou a favor das releituras, pois assim como os mitos, os super herois precisam ser atualizados de tempos em tempos, adaptando-se aos novos contextos e às novas gerações. Um belo exemplo de atualização de um personagem é o trabalho do Grant Morrison e do Frank Quitely em Grandes Astros Superman. É a mesma história contada de uma forma original.

The Spirit, o filme escrito e dirigido por Frank Miller, é um bom filme apenas para quem não conhece absolutamente nada do personagem da década de 1940. Miller força a barra com referências a Avenida Dropsie, Elektra e até a estética dos mangás, em algumas cenas. Lamentável.

Faço minha a força da imagem sarcástica desenhada e colorizada pelo J.J. Marreiro e pelo Flávio Teixeira de Jesus.

Não preciso dizer mais nada.