O Portal GHQ é um espaço de divulgação dos artistas do traço e dos roteiristas brasileiros e estrangeiros, como também de sugestões de leitura de HQs publicadas no Brasil.
O Governo do Estado do RN, através da Fundação José Augusto, torna pública a abertura de mais dois editais culturais, desta vez, contemplando a área de dança e de quadrinhos. O prazo de inscrições destes dois editais prossegue até 12 de junho.
Prêmio Moacy Cirne de Quadrinhos
Serão escolhidos 10 quadrinistas potiguares que integrarão uma coletânea de quadrinhos. O prêmio tem o objetivo de revelar e premiar o talento dos artistas profissionais ou amadores que militam na arte dos quadrinhos no Rio Grande do Norte, além de impulsionar a produção artística nessa área. Serão concedidos dez prêmios de histórias em quadrinhos, totalizando a soma de R$ 40.000,00, divididos da seguinte forma. a) Infantil - 1º lugar: R$ 4.250,00 e 2º lugar: R$ 3.250,00 b) Histórico - 1º lugar: R$ 6.000,00 e 2º lugar: R$ 5.000,00 c) Aventura, Humor e Ficção - 1º lugar: R$ 6.000,00 e 2º lugar: R$ 5.000,00 d) Jovens Artistas - 1º lugar: R$ 1.500,00 e 2º lugar: R$ 900,00 e) Tema Livre - 1º lugar: R$ 4.550,00 e 2º lugar: R$ 3.550,00
Para ler o Edital na íntegra, clique aqui.
O cérebro humano é mesmo algo incrível. Para nos salvaguardar de experiências traumáticas, simplesmente deleta as imagens, confundindo a nossa memória. Mas o que fazer quando pequenos flashes de lembranças desagradáveis se manifestam em forma de sonhos?
O cineasta Ari Folman resolveu fazer um documentário em formato de animação, desenhado por David Polonsky, chamado Valsa com Bashir – que também resultou numa história em quadrinhos, publicada recentemente, no Brasil, pela L&PM (colorido, papel couché, R$ 46,00) –, para contar ao mundo a sua experiência com os mistérios da falta de memória sobre a sua participação na Guerra do Líbano, mais especificamente no massacre ocorrido nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, no ano de 1982, quando os cristãos falangistas mataram sem dó nem piedade os palestinos muçulmanos.
A história toda tem início quando um amigo de Folman lhe relata um estranho sonho com cachorros, intrigando-o porque esse sonho remetia à lembranças da Guerra do Líbano, lembranças essas que ele não tinha, mesmo sabendo que esteve lutando, como soldado, por lá.
Não entendendo o que está acontecendo e sendo perturbado por um sonho recorrente, onde ele e mais dois amigos, dos tempos da citada guerra, saiam do mar e caminhavam nus, em direção à Beirute, parte para encontrar esses amigos e descobrir o que é real e o que é “construção” da sua memória.
Para surpresa de Folman, alguns desses amigos também não lembram de várias passagens da Guerra do Líbano. Isso faz com que ele fique ainda mais confuso, até que conversa com a professora Zehava Solomon, a qual lhe explica sobre o “evento dissociativo”, um trauma de guerra bastante comum.
Apesar de tudo o que descobre, as memórias sobre o massacre de Sabra e Chatila ainda não são claras. Folman averigua mais um pouco. Sua mente culpada não lhe permitia enxergar, então ele relembra que esteve mesmo lá, disparando sinalizadores noturnos, mas logo declara que não viu nada da matança. E então, quando as memórias mais dolorosas regressam à sua mente, as imagens passam a ser fotografias, não mais desenhos. Foi real. Foi desumano. Foi algo a ser esquecido, mas que não podia ser apagado dos olhos do mundo.
Texto a ser publicado na versão impressa do Solto na Cidade.
O pessoal da Subversos renovou o contrato com a prefeitura de São Paulo para a edição de mais 3 números da revista. Eles já estão selecionando material para a edição #4.
As especificações são: Formato A4 (21 x 29 cm) e temática de "Cotidiano Urbano".
Os interessados podem enviar material para seleção até o dia 14 de junho, através desse e-mail: revistasubversos@gmail.com

Guardem esse nome: Gabriel "Actraiser" Andrade.
Os desenhistas potiguares ficaram conhecendo o rapaz quando o então ilustre desconhecido ganhou o primeiro lugar na segunda edição do concurso Desenhe a Prosa e a Poesia Potiguar, em 2007, concurso esse idealizado por mim (Milena) e promovido pela GHQ em parceria com a Editora Conrad.
De lá pra cá, Gabriel só melhorou e encantou a todos com seus desenhos.
O talento começa a ser reconhecido lá fora. Gabriel foi contratado para desenhar algumas páginas de títulos da Wildstorm e também duas páginas da série Batman Confidencial, da DC Comics.
Quem estiver curioso para ver mais desenhos do Gabriel Actraiser, basta acessar o seu blog, e aí perceberá que não estou elogiando à toa.
Eu já havia mencionado aqui que o meu conto Lâminas estava sendo adaptado para os quadrinhos por Marcos Guerra, com desenho e arte-final de Victor Negreiro. Pois bem, Guerra terminou o roteiro (62 páginas), Victor está firme e forte no desenho e Cobe se juntou à equipe, colorindo a HQ.
Hoje, dia 11 de abril, acontece o SketchCrawl Natal, um evento no qual os desenhistas do RN - profissionais ou não - sairão pelas ruas da cidade, rabiscando em seus caderninhos de rascunho.
A estreia do personagem The Spirit, criação do mestre Will Eisner, deu-se no dia 2 de junho de 1940, nas páginas dominicais do Detroit News. The Spirit surgiu como uma paródia aos pulps policiais, aos filmes noir e também ao recém criado gênero de super herois.
Will Eisner seguiu criando e desenhando aventuras do Spirit até 1950, intercalando aí momentos em que ele mesmo traçava as linhas do personagem com anos em que o seu estúdio precisou substituí-lo.
Com as inovações narrativas que Eisner trouxe aos quadrinhos nas páginas de The Spirit – enquadramentos, jogo de luz e sombra, a brincadeira estética com o próprio nome SPIRIT –, o personagem tornou-se bastante popular e ganhou uma relevância ímpar no meio quadrinístico internacional. É referência ainda hoje.
Frank Miller sabia de tudo isso. E melhor do que ninguém, porque era amigo do Will Eisner. Mesmo assim ele insistiu em fazer uma adaptação do Spirit para o cinema, com a proposta de atualizar o personagem. Bom, se fosse uma atualização propriamente dita até que dava para encarar, mas o que Miller fez foi uma descaracterização do universo do Spirit, reinventando-o aos moldes da sua premiada série de quadrinhos Sin City.
Aqueles que já tiveram contato com alguma história do Spirit e estão familiarizados com o Comissário Dollan, a Ellen Dollan, o Ebony, a P´Gell, a Sand Saref, o Octopus e Central City, já ficaram chocados só em ver o trailer do filme do Frank Miller. A estética semelhante ao extremo ao filme Sin City – no qual Miller começou a brincar de diretor de cinema – fez com que muitos fãs torcessem o nariz e bradassem: LIXO!
É sempre bom a gente ver a obra toda antes de julgá-la, por isso confesso que baixei The Spirit – aqui em Natal não foi e acredito que nem será exibido nos cinemas – e o assisti na íntegra. Fiz mais, reassisti. E mesmo assim não consigo acreditar no que vi (e no que não vi). Cadê o Denny Colt brincalhão dos quadrinhos? Ebony nem sequer foi mencionado. O corpo do Octopus foi revelado. E o pior, o sol de Central City foi encoberto.
Uma adaptação, para ser considerada boa, precisa respeitar as características gerais da obra base, de seus personagens, de seu cenário. Não estou afirmando que precisa ser uma cópia fidedigna, pois há diferenças entre as mídias, mas que seja, no mínino, coerente.
Sou a favor das releituras, pois assim como os mitos, os super herois precisam ser atualizados de tempos em tempos, adaptando-se aos novos contextos e às novas gerações. Um belo exemplo de atualização de um personagem é o trabalho do Grant Morrison e do Frank Quitely
The Spirit, o filme escrito e dirigido por Frank Miller, é um bom filme apenas para quem não conhece absolutamente nada do personagem da década de 1940. Miller força a barra com referências a Avenida Dropsie, Elektra e até a estética dos mangás, em algumas cenas. Lamentável.
Faço minha a força da imagem sarcástica desenhada e colorizada pelo J.J. Marreiro e pelo Flávio Teixeira de Jesus. 
Não preciso dizer mais nada.