terça-feira, 14 de julho de 2009
GHQ na TV # 1
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Jorge Amado em quadrinhos (e uma curiosidade)
Nunca se viu tanta adaptação literária para a nona arte como nessa primeira década do século XXI. Há obras belíssimas, mas, em contrapartida, há outras que merecem apenas uma reles folheada.
O “boom” dessas adaptações é justamente a possibilidade de se vender um “pacotão” para as escolas públicas, embora quem faça a seleção nem sempre leia o material que tem em mãos e as lambanças aconteçam, como se viu no episódio da coletânea Dez na área, um na banheira e nenhum no gol, que foi erroneamente indicada para alunos do terceiro ano do ensino fundamental, pela Secretaria de Educação de São Paulo, tendo o governador José Serra ido à TV dizer que era uma obra “de muito mau gosto”. Faça-me o favor. Lembro que Dez na área, um na banheira e nenhum no gol não é uma adaptação, mas precisei citá-la aqui para ilustrar essa débil prática de seleção feita no Brasil, que se baseia na capa da revista e na leitura do prefácio da mesma, que veio à tona devido a essa polêmica.
Voltando às adaptações, vamos falar de uma muito bem feita: Jubiabá (Quadrinhos na Cia., 95 páginas, colorida, R$ 33,00). Jubiabá é um romance de Jorge Amado, publicado em 1935, que o quadrinista Spacca roteirizou, desenhou e coloriu no período de um ano e meio, e que marca a primeira investida do selo Quadrinhos na Cia. nas pratas da casa.
Em Jubiabá, conhecemos o ABC de Antônio Balduíno, o Baldo, um negro órfão, criado pela tia. Essa tia incorporou um “espírito” e foi parar no hospício, deixando Baldo sozinho no mundo. Mas o moleque travesso, que queria virar lobisomem, foi chamado para trabalhar na casa do Comendador Pereira. Lá, conheceu o mundo dos brancos e jurou nunca mais se deixar subjugar a ele. Passou boa parte da vida como malandro profissional. Chegou a fazer fama passageira como lutador de boxe e depois foi trabalhar em uma plantação de fumo e no circo. Tudo para esquecer Lindinalva, a filha do Comendador Pereira, seu grande amor.
Com a morte de Lindinalva, Baldo finalmente arranja um emprego sério. Vai ser estivador. Em pouco tempo de batente, uma greve tem início e Baldo descobre que, juntos, os trabalhadores tem força; e a força deles é a arma contra a opressão dos patrões. Descobre-se gente. Percebe que pode viver no mundo dos brancos sem ter que abaixar a cabeça, e assim torna-se verdadeiramente livre.
Poucos sabem que Jorge Amado teve uma estreita relação com as histórias
O fato mais curioso dessa história é que na década de 1950, para mostrar à sociedade que a leitura dos quadrinhos era algo benéfico à juventude, Aizen investiu em um grande número de adaptações de obras nacionais para quadrinhos, nas páginas da Edição Maravilhosa. No entanto, a rigidez da autocensura que Aizen estabeleceu, não permitiu que a adaptação de Jubiabá fosse publicada. Anos mais tarde, houve uma segunda adaptação de Jubiabá. Essa, com roteiro de Fernando Albagli e desenhos do mestre Eugenio Colonesse, que não chegou a ser publicada por falta de interesse editorial, como nos conta Gonçalo Junior, em A guerra dos gibis.
Spacca ganha todos os méritos por concretizar a publicação dessa adaptação, retratando fielmente a Bahia dos anos
Quem não conhece o trabalho do Spacca, pode conferir, além de Jubiabá, D. João Carioca, Debret – viagem histórica e quadrinhesca ao Brasil e Santô e os pais da aviação, todos três editados pela Cia. das Letras.
3ª Promoção de Aniversário GHQ: Pacote Rocker
Hoje, dia 13 de julho, é o dia mundial do rock.
Pensando nisso, a GHQ montou um novo pacote promocional: o pacote rocker.
O Pacote Rocker é composto de uma graphic novel e dois livros:
Red Rocket 7
Almanaque do Rock
Sexo, drogas e Rolling Stones
De: R$ 178,90
Por: R$ 130,00 + frete grátis
E quem for de Natal leva também um convite do Moviecom.
sábado, 11 de julho de 2009
Biblioteca Móvel da Turma da Mônica
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Peter Bagge em noite de exposição, autógrafo e música
Incêndio destroi boa parte do acervo da Mauricio de Sousa Produções
quinta-feira, 9 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Promoção Asfixia + GHQ no ar
Quihoma e seus desenhos maravilhosos
Para ver mais artes do Quihoma, clique aqui.
terça-feira, 7 de julho de 2009
SPEED RACER EM QUADRINHOS NO BRASIL!
A NewPOP Editora traz ao Brasil a série original de mangás do clássico Speed Racer. A máxima criação de Tatsuo Yoshida virá dentro de uma caixa para colecionador em tiragem limitada.
Quem nunca gostou de desenhos animados quando criança? Ou mesmo depois de crescido? Aqueles que tiveram o privilégio de desfrutar sua infância nos anos 70 com certeza sentaram no sofá para ver as emocionantes corridas de Speed Racer no programa do Capitão Aza. Ou mesmo nas décadas seguintes através da televisão ou pelos DVDs.
E é com muito orgulho que a NewPOP Editora anuncia mais uma grande novidade. Recheada de aventuras que levarão o leitor dos montes mais altos até profundos desfiladeiros, do deserto mais árido até os mais monstruosos vulcões. Sim, o mangá original de Speed Racer será, pela primeira vez, lançado aqui no Brasil, na íntegra.
Repleta de histórias divertidas com muita ação e velocidade, em que veremos o audaz protagonista Speed Racer no controle de seu carro Mach-5 enfrentando diversos inimigos, desvendando grandes mistérios e, como se não bastasse, com o sonho de se tornar o melhor piloto do mundo. Durante seus inúmeros desafios, Speed terá a ajuda de sua corajosa namorada Trixie, de seu irmão atrapalhado Gorducho com o macaquinho Zequinha, de Pops Racer – seu enérgico pai e do misterioso Corredor X, no controle do carro número 9, o Shooting Star.
Speed Racer – Mach Go Go Go virá para agradar público de todas as idades: desde crianças, pelas suas aventuras repletas de emoções e com grande toque de humor, até adultos que procuram nostalgia podendo ter em mãos a história que deu origem a um dos mais famosos desenhos animados já produzidos.
Entre no cockpit com Speed, ouça o barulho do motor e o balançar do carro, imagine o som dos macacos hidráulicos que fazem o Mach 5 pular grandes alturas e relembre suas grandes corridas. Ou então, caso não seja familiarizado com o desenho animado, conheça um dos maiores corredores que o mundo do entretenimento já viu.
Apertem os cintos, pois Speed Racer está vindo com a NewPOP Editora.
A origem...
Originalmente chamada Mach Go Go Go, a série enfocava as aventuras do jovem Go Mifune (batizado assim em homenagem ao então mega-astro Toshiro Mifune, que, no mesmo ano do lançamento da série, interpretava o personagem Izo Yamura no filme Grand Prix, de John Frankenheimer, sobre os bastidores do automobilismo). A fórmula era simples e misturava corrida e aventura, sob influência dos filmes de James Bond e, como bom quadrinho japonês de sucesso, não tardou a ganhar as telas de televisão: em 2 de Abril de 1967, começou a ser exibida sua série animada, que teria 52 episódios – e faria história no Japão e no resto do mundo, onde foi rebatizado pelo inesquecível nome de Speed Racer.
| SPEED RACER – Mach Go Go Go VOLUME 1 Autor: Tatsuo Yoshida ISBN: 978-85-60647-21-7 Formato: 14,92 x 20,95 – 296 páginas, 1 x 1 cor em off set 90g (contém páginas coloridas) - Capa Cartonada com orelhas
| SPEED RACER – Mach Go Go Go VOLUME 2 Autor: Tatsuo Yoshida ISBN: 978-85-60647-22-4 Formato: 14,92 x 20,95 – 328 páginas, 1 x 1 cor em off set 90g (contém páginas coloridas) - Capa Cartonada com orelhas
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| SPEED RACER – Mach Go Go Go COMPLETO Caixa limitada contendo os dois volumes completos do mangá Speed Racer – Mach GoGoGo – 624 páginas R$ 60,00
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
domingo, 5 de julho de 2009
Um macaco que não quer banana
Gene Luen Yang é quadrinista, mas ganha a vida como professor de ciência da computação numa escola católica da Califórnia.
Ele não imaginava que sua modesta graphic novel, que foi originalmente concebida para ser uma webcomic (HQ publicada na internet), em 2006, fosse fazer tanto sucesso de público e crítica, chegando a ganhar o prêmio Michael L. Printz de Literatura Juvenil, e concorrer ao National Book Award.
A graphic novel que fez Yang entrar para o seleto grupo de quadrinistas que já ganharam prêmios literários, como Art Spielgman e Neil Gaiman, é O Chinês Americano, editada pela Quadrinhos na Cia (240 páginas, colorida, R$ 47,50).
Yang nos apresenta três narrativas, as quais tem como ponto comum o fato de todos os protagonistas sentirem-se estranhos no ninho, procurando alguma forma de alterar a sua aparência e comportamento para se enquadrarem nos grupos aos quais desejam pertencer.
A primeira história evoca a lenda chinesa do Rei Macaco, que apesar de ter aprendido as arte do Kung Fu e conquistado todos os macacos do mundo, não era aceito como um igual nos céus. Isso faz com que ele medite e treine com afinco até conseguir deixar de ser um símio para tornar-se um humano com feições simiescas.
A história seguinte é protagonizada por Jin Wang, um imigrante chinês que é rejeitado por todos na sua nova escola americana. Ainda criança, o seu maior sonho é ser um Transformer. Durante todo o ensino fundamental e médio, Jin tenta se enturmar e faz apenas dois amigos, um deles é outro chinês, Wei-Chen. Porém, quando se apaixona por Amélia Harris, sua necessidade de deixar de ser um peixe fora d´água chega ao extremo, e a primeira providência que ele toma é mudar o visual, fazendo com que o seu cabelo fique igual ao de um dos rapazes da sua classe.
Na última história, vemos Danny, um rapaz branco, cujos pais são imigrantes chineses, e que todo ano recebe a visita de Chin-Kee. O grande problema de Danny reside no fato de que o primo Chin-Kee incorpora todos os estereótipos chineses, envergonhando-o na frente dos amigos, o que termina fazendo com que ele precise mudar de escola diversas vezes e não estabeleça laços de amizade mais fortes.
Em um determinado ponto, todas essas histórias se mostram, na verdade, como sendo uma só.
Yang amarra muito bem o roteiro, não deixando pontas soltas, e o momento da “fusão” é totalmente verossímil.
A grande lição de moral de O Chinês Americano é provar que a gente pode se adaptar a esse mundo de seres estranhos, mantendo a nossa essência intacta.
Texto publicado no Asfixia, dia 05 de junho de 2009.







