domingo, 13 de setembro de 2009
Encontro com Edgar Franco
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Coringa: no limite da sanidade
Fazer uma história em quadrinhos do Batman, na qual o Coringa roube a cena, não é novidade. Mas fazer uma história que prenda o leitor, mesmo ele sabendo qual será o seu desfecho, isso é competência. E Brian Azzarello é um cara competente. Não foi à toa todos os prêmios que ele ganhou por 100 Balas. O noir é sua praia, sua casa, sua razão de estar no mundo.
Ao escrever Batman: cidade castigada, em parceria com o “comparsa” Eduardo Risso, o desenhista de 100 Balas, Azzarello desandou um pouco, mas ao revisitar o universo de Gotham City, tomando o Coringa como o personagem central, ele fez uma das melhores histórias do “Palhaço do crime” desde A Piada Mortal.
Na graphic novel Coringa (130 páginas, colorido, capa dura), editada pela Panini, o insano de sorriso largo é liberado do Arkhan porque, segundo suas próprias palavras, “não é mais doido, apenas louco”. E parte para recuperar os seus bens, que foram repartidos entre a bandidagem de Gotham, e tomar a sua cidade nos braços novamente, para com ela dançar uma valsa sob o pálido luar. Para ajudá-lo nessa empreitada, tem como capacho um bandido meia-boca, chamado Jonny Frost, sua desequilibrada namorada Arlequina e o sanguinário Crocodilo.
É pelo olhar de Jonny Frost que vamos sendo conduzidos à vingança do Coringa, que não pensa duas vezes em ameaçar, matar e explodir seus inimigos do crime. Um Coringa, diga-se de passagem, muito próximo à interpretação e ao visual de Heath Ledger em Batman – o cavaleiro das trevas, ou seja, um sujeito que enxerga a realidade de forma clara e precisa e, por isso, enlouquece. Porém, não se torna escravo de sua demência, pelo contrário, usa-a como desculpa para seus atos hediondos.
E tal qual o segundo filme do “Morcegão”, dirigido por Christopher Nolan, o personagem-chave da história é o Duas Caras. Mais uma vez ele é o divisor de águas entre a loucura sã do Coringa e a sanidade demente do Batman. Outros bandidos famosos tiveram participação especial na citada graphic novel, o Pingüim (que, em alguns requadros, assemelha-se a Hitler, sem o bigode) e o Charada (no visual mais cool já apresentado até hoje).
Para complementar o roteiro de Azzarello, Lee Bermejo capricha na arte e Patricia Mulvihill escolhe uma paleta de cores quentes, que em determinados momentos se cruza com outra de cores frias, totalmente apropriada paras as instabilidades emocionais do Coringa e para marcar os “turning points” da história.
Mesmo que esse título tenha sido lançado para pegar carona no sucesso de Batman – o cavaleiro das trevas, é tão bom que nem precisava desse “subterfúgio”.
Embora eu tenha lido essa graphic novel com alguns meses de atraso, toda a espera valeu.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Up! Up! Up!
2009 é o ano da Disney, isso ninguém discute.
Além de ter comprado a Marvel, volta com força total à animação 2D e, junto com a Pixar, faz os fãs da animação 3D delirarem com produções caprichadíssimas.
Pete Docter foi aluno da CalArts (faculdade de artes criada por Walt Disney, na década de 1960, e que formou animadores e diretores conceituados, como John Lasseter, John Bird e Tim Burton), trabalhou como animador na The Walt Disney Company e entrou para a equipe da Pixar nos anos 1990. Ele dirigiu e co-roteirizou, junto com Bob Peterson, sua segunda animação 3D (a primeira foi Monstros S.A.), Up – Altas Aventuras, que vem recebendo elogios em todos os cantos do planeta, e teve a honra de abrir o Festival de Cannes desse ano.
Up – Altas Aventuras traz, pela primeira vez na animação 3D, um idoso como protagonista, o Sr. Carl Fredricksen (dublado por Chico Anysio, no Brasil), que quando criança era fissurado pelo explorador Charles Muntz, e sonhava em algum dia voar para terras remotas em busca de aventuras. Ele compartilha esse sonho com Ellie, com quem vem a casar e faz planos para uma viagem até a América do Sul. Carl passa a vender balões e leva uma vida tranquila e bem-humorada junto a sua amada, até o dia em que ela vem a falecer. Desanimado e amargurado, vivendo de recordações do passado, vendo tudo mudar ao seu redor e sem a menor vontade de ir para um asilo (recusa terminantemente em vender sua casa para uma grande construtora, que está modernizando a vizinhança, construindo prédios enormes), resolve fazer sua casa levantar voo e embarca rumo ao Paraíso da Cachoeira, local que Ellie sempre quis conhecer.
Quem faz companhia a Carl é um gordinho tagarela de oito anos de idade, Russell, um membro dos Exploradores da Natureza, que está louco para ganhar a única medalha que lhe falta, àquela obtida por ajudar um idoso. Juntos, eles formam uma dupla inimaginável, impagável e inesquecível.
Como de costume, todo o visual da animação é incrivelmente detalhado, superando até mesmo Os incríveis (principalmente no que diz respeito à diversidade de cenários, cada um com matizes de luz e cores próprios). E o mais bacana de Up é que tem a trama mais adulta das animações da Pixar, pois estão lá temas como amor, aborto natural, morte, terceira idade, tudo isso colocado de forma a emocionar, mas também intercalado com boas piadas, momentos de suspense e muita aventura.
Outra surpresa boa é o curta exibido antes do filme, chamado Parcialmente Nublado, que resgata a velha história das cegonhas trazendo os bebês ao mundo de uma forma lírica e cômica.
Não foi à toa que nesse domingo, dia 06 de setembro, John Lasseter, presidente da Pixar e chefe de criação tanto da Pixar quanto da Walt Disney Animation, ganhou o Leão de Ouro, no Festival de Veneza, pelo conjunto da obra da Pixar, que com Up – Altas Aventuras, chegou à marca de dez animações produzidas, todas sempre sucesso de crítica e público.
Após assistir ao filme, uma dica é ir até o site oficial de Up e se divertir sozinho ou com a criançada, com os jogos e os vídeos exclusivos, além de baixar wallpapers, ícones e criar ilustrações personalizadas com os personagens e cenários do filme.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Super-Heróis no Cinema e nos Longas-Metragens de TV
A transição de super-heróis e outros personagens do papel para as telas já rendeu sucessos como Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) – que faturou mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias – a filmes trash como Monstro do Pântano (1982), de Wes Craven. Pela forma como contam histórias a partir de imagens dispostas sequencialmente, quadrinhos e cinema são considerados “parentes” e sua relação vem de longa data.
“O livro é uma extensão do nosso trabalho na Mundo dos Super-Heróis”, diz Manoel de Souza, editor da revista e do livro. “Nosso desafio foi reunir todas estas produções e transmitir as informações mais importantes de forma didática e divertida. É um livro voltado tanto para fãs de HQs quanto de cinema”.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Caricaturas de atores por Wanderline
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Splash - the sea hag
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
1º Salão Internacional de Humor de BH reflete sobre o lixo
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Encontro com a escritora Índigo na Feira do Livro de Mossoró
Uma das ótimas surpresas da Feira do Livro de Mossoró foi ter tido a oportunidade de conhecer a escritora infanto-juvenil Índigo (pseudônimo de Ana Cristina Araújo Ayer de Oliveira), que viajou comigo e com Wendell a Mossoró, tanto na ida quanto na volta.
A gente conversou bastante e essas conversas deram muito pano pra manga, por isso já combinei com ela uma entrevista.
Como os autores geralmente fazem, trocamos livros. Fiquei contente em ganhar um exemplar autografado da coletânea de contos da Índigo, chamada Cobras em Compota, publicação essa fruto de um concurso promovido pelo Ministério da Educação, em 2005. Os vencedores fizeram parte da coleção Literatura para todos, composta por dez livros, nos seguintes seguimentos: poesia, conto, novela, crônica, tradição oral, biografia e peça teatral. Vou começar a ler hoje.
Para conhecer um pouco mais o trabalho da Índigo, basta acessar o blog Vida no Campo.
sábado, 8 de agosto de 2009
A Mesa-redonda sobre quadrinhos foi maravilhosa!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Mesa-redonda sobre quadrinhos nessa sexta, na Feira do Livro de Mossoró
Podcasts do Asfixia
domingo, 2 de agosto de 2009
Furry Water em 2010 pela Dark Horse
Boreal Wallets by Tati Viana









