quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Hemetério pulando de pára-quedas.
sábado, 26 de setembro de 2009
Momentos do cinedebate sobre HQs e Quadrinhos
terça-feira, 22 de setembro de 2009
DellaMorte DellAmore hoje na Mostra 24 Quadrinhos por Segundo


segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Mostra 24 Quadrinhos por Segundo
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Os bonecos do Alê

quarta-feira, 16 de setembro de 2009
República dos Quadrinhos promove uma coletânea virtual de tirinhas de todo o Brasil
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Os extraterrestres no 3° mundo
Os diretores sul-africanos vem atraindo holofotes e colecionando prêmios em diversos festivais, além de fazer ver a Hollywood que se pode fazer filmes com ideias originais e de baixo orçamento, que se tornam blockbusters com conteúdo, belíssimos filmes de arte ou comédias dramáticas realistas.
Ramadan Suleman (Fools e Zulu Love Letter), Zola Maseko, (Drum) Teddy Mattera (Max and Mona), Gavin Hood (Tsotsi e X-Men Origens: Wolverine) e o novato Neill Blomkamp (Distrito 9) – esses dois últimos deixaram a África e vivem nos EUA e no Canadá, respectivamente –, são alguns dos nomes que fizeram por onde se formasse um pólo de cinema e TV no 3° mundo pós-apartheid.
Distrito 9 (District 9 - 2009) é um desses filmes que chega de mansinho e começa a fazer um barulho infernal. É o primeiro longa de Neill Blomkamp, que antes se dedicava a produzir curtas e a fazer animações 3D, inseridas em algumas séries de TV, entre elas Stargate SG-1 e Smallville.
Na realidade, Distrito 9 foi baseado num curta que Blomkamp havia feito em 2005, chamado Alive in Joburg, e ganhou forma após toda a produção para a filmagem da adaptação do game Halo ter ido por água abaixo. O nome por atrás desse projeto era o de Peter Jackson, que mesmo descontente com o ocorrido, não se deixou abalar, e se lançou como produtor da nova ficção científica, estrelada por extraterrestres.
Uma investigação documental sobre o que ocorreu com o funcionário exemplar da MNU (Multi National United), Wikus van der Merwe, é a tônica de Distrito 9. Nessa investigação, ficamos sabendo que uma nave extraterrestre chegou à Terra e parou no céu de Johannesburgo, na África do Sul. As forças armadas foram acionadas e resgataram vários extraterrestres que estavam muito doentes e subnutridos. O estado de Johannesburgo criou um acampamento provisório para cuidar deles. Curados, eles não quiseram partir, posto que vieram à Terra como refugiados de seu planeta natal, e começaram a disputar a cidade (e a comida) com os humanos. Como nenhuma das grandes nações ficou interessada em ajudar a África, o governo sul-africano criou o Distrito 9, uma área exclusiva para os ETs (uma verdadeira favela extraterrestre), que logo foram apelidados de “camarões” (devido ao seu jeito de procurar comida), bem como foram implantadas placas com alerta de “somente para humanos” em várias partes da cidade. A MNU foi a empresa encarregada de cuidar do Distrito 9, mas os interesses da MNU eram outros, eles estavam interessados em fazer experimentos com os extraterrestres e descobrir o segredo de suas potentes armas.
Quando o Distrito 9 passou a ser uma ameaça para os humanos, devido à incessante busca por comida, roubos, assassinatos, prostituição desenfreada e o tráfico de armas que se estabeleceu nos seus arredores, uma equipe da MNU foi levada até lá para fazer um remanejamento do local, observando as irregularidades que por lá existiam, para assim realocar os “camarões” em uma outra área, o Distrito 10. Wikus van der Merwe fez parte dessa equipe, mas teve o azar de se contaminar com um fluido extraterrestre, o qual desencadeou uma mutação em seu corpo. A partir daí, passa a ser caçado pela MNU e se vê obrigado a se refugiar na área dos ETs.
Apesar de ser um filme de ficção científica, Distrito 9 não traz excessivos efeitos especiais mirabolantes, pois contenta-se em ser uma alegoria tragicômica da ordem sócio-política-econômica que vigorou na África do Sul.
Numa primeira leitura, mais abrangente, os ETs representam o estrangeiro marginalizado, que por não ter nada a oferecer, fica relegado ao esquecimento e só se torna motivo de preocupação do Estado quando desencadeia graves problemas sociais. E esses problemas são de ordem local, não internacional. Quem se “preocupa” com esse estrangeiro é alguém (ou alguma empresa) que percebe que pode tirar algum tipo de proveito dele, nem que para isso tenha que agir de forma clandestina. Humilhado, acuado, impotente, esse estrangeiro se deixar tutelar, pois entende que regressar ao seu país de origem equivale a assinar um atestado de “derrotado”, embora, em seu íntimo, saiba que a pátria mãe é quem lhe quer bem.
O estrangeiro que consegue vencer e se dar bem, em Distrito 9, é Wikus van der Merwe, um Afrikaaner, ou seja, um branco de origem holandesa (lembrar que a Holanda foi um dos países colonizadores da África). Wikus se casa com a filha do presidente da MNU e se torna um funcionário exemplar. Nesse contexto, sua condição de estrangeiro fica “camuflada”. Porém, ao se “contaminar” com o fluido extraterrestre, essa condição vem à tona, e os que antes lhe bajulavam, agora lhe querem exterminar. Logo, Wikus se torna aliado dos ETs, com a promessa de que eles podem “curá-lo” (fazer com que o estigma do “estrangeiro” desapareça nele).
Interessante notar que a maioria dos personagens de Distrito 9 é branca, e com isso podemos fazer mais uma leitura sobre os extraterrestres, os quais seriam uma metáfora para os negros. E mais interessante é perceber isso num país que vivenciou uma das maiores segregações étnicas da história da humanidade. De
Essa segunda leitura é reforçada quando sabemos que o roteiro de Distrito 9 foi elaborado em cima de acontecimentos verídicos de uma área residencial da Cidade do Cabo, batizada de Distrito Seis.
Neill Blomkamp, que completa trinta anos no dia 17 de setembro, já anunciou que uma sequência de Distrito 9 deve ser produzida em breve, devido ao enorme sucesso do filme, que custou 30 milhões de dólares e já apurou no mundo todo, até o dia 7 de setembro (menos de um mês após seu lançamento), mais de 117 milhões de dólares.
A Sony Pictures informou que Distrito 9 deve estrear dia 30 de outubro nos cinemas brazucas. Eu não agüentei esperar, mas certamente o download me fez querer conferir esse inusitado blockbuster de ficção científica na telona.
Que mais diretores sul-africanos apareçam para o mundo, e que os diretores negros também tenham oportunidade de chegar aos grandes estúdios, assim como os brancos estão conseguindo.
Texto postado no www.gostosediscute.com.br e no blog da Red Bug
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Fotos da abertura oficial do Goiamum Audiovisual 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
Amanhã começa o Goiamum
Encontro com Edgar Franco
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Coringa: no limite da sanidade
Fazer uma história em quadrinhos do Batman, na qual o Coringa roube a cena, não é novidade. Mas fazer uma história que prenda o leitor, mesmo ele sabendo qual será o seu desfecho, isso é competência. E Brian Azzarello é um cara competente. Não foi à toa todos os prêmios que ele ganhou por 100 Balas. O noir é sua praia, sua casa, sua razão de estar no mundo.
Ao escrever Batman: cidade castigada, em parceria com o “comparsa” Eduardo Risso, o desenhista de 100 Balas, Azzarello desandou um pouco, mas ao revisitar o universo de Gotham City, tomando o Coringa como o personagem central, ele fez uma das melhores histórias do “Palhaço do crime” desde A Piada Mortal.
Na graphic novel Coringa (130 páginas, colorido, capa dura), editada pela Panini, o insano de sorriso largo é liberado do Arkhan porque, segundo suas próprias palavras, “não é mais doido, apenas louco”. E parte para recuperar os seus bens, que foram repartidos entre a bandidagem de Gotham, e tomar a sua cidade nos braços novamente, para com ela dançar uma valsa sob o pálido luar. Para ajudá-lo nessa empreitada, tem como capacho um bandido meia-boca, chamado Jonny Frost, sua desequilibrada namorada Arlequina e o sanguinário Crocodilo.
É pelo olhar de Jonny Frost que vamos sendo conduzidos à vingança do Coringa, que não pensa duas vezes em ameaçar, matar e explodir seus inimigos do crime. Um Coringa, diga-se de passagem, muito próximo à interpretação e ao visual de Heath Ledger em Batman – o cavaleiro das trevas, ou seja, um sujeito que enxerga a realidade de forma clara e precisa e, por isso, enlouquece. Porém, não se torna escravo de sua demência, pelo contrário, usa-a como desculpa para seus atos hediondos.
E tal qual o segundo filme do “Morcegão”, dirigido por Christopher Nolan, o personagem-chave da história é o Duas Caras. Mais uma vez ele é o divisor de águas entre a loucura sã do Coringa e a sanidade demente do Batman. Outros bandidos famosos tiveram participação especial na citada graphic novel, o Pingüim (que, em alguns requadros, assemelha-se a Hitler, sem o bigode) e o Charada (no visual mais cool já apresentado até hoje).
Para complementar o roteiro de Azzarello, Lee Bermejo capricha na arte e Patricia Mulvihill escolhe uma paleta de cores quentes, que em determinados momentos se cruza com outra de cores frias, totalmente apropriada paras as instabilidades emocionais do Coringa e para marcar os “turning points” da história.
Mesmo que esse título tenha sido lançado para pegar carona no sucesso de Batman – o cavaleiro das trevas, é tão bom que nem precisava desse “subterfúgio”.
Embora eu tenha lido essa graphic novel com alguns meses de atraso, toda a espera valeu.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Up! Up! Up!
2009 é o ano da Disney, isso ninguém discute.
Além de ter comprado a Marvel, volta com força total à animação 2D e, junto com a Pixar, faz os fãs da animação 3D delirarem com produções caprichadíssimas.
Pete Docter foi aluno da CalArts (faculdade de artes criada por Walt Disney, na década de 1960, e que formou animadores e diretores conceituados, como John Lasseter, John Bird e Tim Burton), trabalhou como animador na The Walt Disney Company e entrou para a equipe da Pixar nos anos 1990. Ele dirigiu e co-roteirizou, junto com Bob Peterson, sua segunda animação 3D (a primeira foi Monstros S.A.), Up – Altas Aventuras, que vem recebendo elogios em todos os cantos do planeta, e teve a honra de abrir o Festival de Cannes desse ano.
Up – Altas Aventuras traz, pela primeira vez na animação 3D, um idoso como protagonista, o Sr. Carl Fredricksen (dublado por Chico Anysio, no Brasil), que quando criança era fissurado pelo explorador Charles Muntz, e sonhava em algum dia voar para terras remotas em busca de aventuras. Ele compartilha esse sonho com Ellie, com quem vem a casar e faz planos para uma viagem até a América do Sul. Carl passa a vender balões e leva uma vida tranquila e bem-humorada junto a sua amada, até o dia em que ela vem a falecer. Desanimado e amargurado, vivendo de recordações do passado, vendo tudo mudar ao seu redor e sem a menor vontade de ir para um asilo (recusa terminantemente em vender sua casa para uma grande construtora, que está modernizando a vizinhança, construindo prédios enormes), resolve fazer sua casa levantar voo e embarca rumo ao Paraíso da Cachoeira, local que Ellie sempre quis conhecer.
Quem faz companhia a Carl é um gordinho tagarela de oito anos de idade, Russell, um membro dos Exploradores da Natureza, que está louco para ganhar a única medalha que lhe falta, àquela obtida por ajudar um idoso. Juntos, eles formam uma dupla inimaginável, impagável e inesquecível.
Como de costume, todo o visual da animação é incrivelmente detalhado, superando até mesmo Os incríveis (principalmente no que diz respeito à diversidade de cenários, cada um com matizes de luz e cores próprios). E o mais bacana de Up é que tem a trama mais adulta das animações da Pixar, pois estão lá temas como amor, aborto natural, morte, terceira idade, tudo isso colocado de forma a emocionar, mas também intercalado com boas piadas, momentos de suspense e muita aventura.
Outra surpresa boa é o curta exibido antes do filme, chamado Parcialmente Nublado, que resgata a velha história das cegonhas trazendo os bebês ao mundo de uma forma lírica e cômica.
Não foi à toa que nesse domingo, dia 06 de setembro, John Lasseter, presidente da Pixar e chefe de criação tanto da Pixar quanto da Walt Disney Animation, ganhou o Leão de Ouro, no Festival de Veneza, pelo conjunto da obra da Pixar, que com Up – Altas Aventuras, chegou à marca de dez animações produzidas, todas sempre sucesso de crítica e público.
Após assistir ao filme, uma dica é ir até o site oficial de Up e se divertir sozinho ou com a criançada, com os jogos e os vídeos exclusivos, além de baixar wallpapers, ícones e criar ilustrações personalizadas com os personagens e cenários do filme.








