segunda-feira, 25 de maio de 2009
Copacabana vem aí...
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Mercado de Petrópolis Convida
sábado, 16 de maio de 2009
2ª Maratona de Oficinas de Desenhos em Histórias em Quadrinhos
De 15 até 30 de maio estarão ocorrendo oficinas de desenho, coordenadas pelos membros do GRUPEHQ, para auxiliar especialmente aos jovens artistas que queiram participar do Prêmio Moacy Cirne de quadrinhos.
Essas oficinas tem o apoio da Fundação José Augusto e são gratuitas.
O Prof. Luiz Elson solicita aos participantes a doação de HQs para a Gibiteca Potiguar.
Clique na imagem acima para saber todos os locais e datas das oficinas.
A partir do dia 15 até o final desse mês de maio, quem for ao Norte Shopping, em Natal, pode conferir vários trabalhos, entre eles, HQs, ilustrações e caricaturas, dos grupos Quadro a Quadro e Soluções Criativas.
A entrada é gratuita e os artistas estarão por lá, das 10:00 às 22:00, fazendo caricaturas pra quem quiser, por um preço bem em conta.
domingo, 10 de maio de 2009
Pratt e Manara: porque um bom roteiro faz a diferença
Boas histórias sempre ficam na lembrança.
Um bom argumento, que tem um roteiro bem trabalhado e um desenhista que dê vida ao preto e branco das palavras, é o ponto de partida para uma obra singular.
O traço limpo e perfeito de Milo Manara, desenhista italiano que sabe como poucos retratar a anatomia feminina nos quadrinhos, muitas vezes encobre roteiros fracos, como os da série O Clic e do álbum Kamasutra. Embora a maioria dos seus roteiros seja de conteúdo erótico, isso não implica que a trama deva ser constantemente meia-boca.
Manara torna-se excelente quando encontra parceiros que conduzam o seu lápis a caminhos mais ousados, como Federico Fellini, em Viagem a Tulum, Hugo Pratt, em Verão Índio e El Gaucho, e Alejandro Jodorowsky, na inacabada série Bórgia.
Verão Índio foi uma das primeiras parcerias entre Manara e Pratt, escrito, desenhado e pintado no início dos anos de 1980, para a revista Corto Maltese, e uma das obras mais poéticas e menos explícitas do quadrinho erótico mundial.
Recém relançado no Brasil pela editora Conrad (152 páginas, capa dura, papel couché colorido, R$ 49,90), Verão Índio era um dos álbuns mais requisitados por quem aprecia quadrinhos de arte, haja vista a sua tiragem estar esgotada há anos – do tempo em que a editora Martins Fontes apostava em bons quadrinhos –, além de a edição portuguesa da Meribérica aparecer em leilões, pela internet, a preços pra lá de salgados.
Quando o verão índio estava para chegar, os ânimos dos silvícolas norte-americanos ficavam mais exaltados. Isso levou um guerreiro índio e um holandês, ambos da tribo de Squando, a estuprarem uma jovem branca puritana, sobrinha de um pastor com reputação duvidosa, do vilarejo de Nova Canaã, na conturbada América do século XVII.
Essa sequência que abre a referida obra tornou-se clássica, toda em narrativa visual, cujo clímax é o barulho da espingarda de Abner, que atira duas vezes para matar e escalpelar os aproveitadores da sua amada.
A partir desse prólogo trágico, somos apresentados à “mulher-demônio”, a senhora Lewis, e aos seus outros filhos, os meio-irmãos de Abner.
Dos milharais, os índios da tribo de Squando veem o movimento na casa da senhora Lewis e resolvem partir para a desforra.
As cenas de luta entre índios e brancos são belíssimas, pois a aquarela de Manara dá um quê de requinte aos combates sanguinolentos.
E quando tudo parecia estar se resolvendo, velhos segredos são revelados e, dessa vez, os brancos expiam suas consciências pesadas.
O que é mais explícito em Verão Índio é a vergonha de um continente pela falsa moral de quem se dizia o “civilizador”.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Vem aí uma bela graphic novel maranhense
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Solto na Cidade em novo formato
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Sai o Edital para o Prêmio Moacy Cirne de quadrinhos
O Governo do Estado do RN, através da Fundação José Augusto, torna pública a abertura de mais dois editais culturais, desta vez, contemplando a área de dança e de quadrinhos. O prazo de inscrições destes dois editais prossegue até 12 de junho.
Prêmio Moacy Cirne de Quadrinhos
Serão escolhidos 10 quadrinistas potiguares que integrarão uma coletânea de quadrinhos. O prêmio tem o objetivo de revelar e premiar o talento dos artistas profissionais ou amadores que militam na arte dos quadrinhos no Rio Grande do Norte, além de impulsionar a produção artística nessa área. Serão concedidos dez prêmios de histórias em quadrinhos, totalizando a soma de R$ 40.000,00, divididos da seguinte forma. a) Infantil - 1º lugar: R$ 4.250,00 e 2º lugar: R$ 3.250,00 b) Histórico - 1º lugar: R$ 6.000,00 e 2º lugar: R$ 5.000,00 c) Aventura, Humor e Ficção - 1º lugar: R$ 6.000,00 e 2º lugar: R$ 5.000,00 d) Jovens Artistas - 1º lugar: R$ 1.500,00 e 2º lugar: R$ 900,00 e) Tema Livre - 1º lugar: R$ 4.550,00 e 2º lugar: R$ 3.550,00
Para ler o Edital na íntegra, clique aqui.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Lembranças de uma guerra que se quer esquecer
O cérebro humano é mesmo algo incrível. Para nos salvaguardar de experiências traumáticas, simplesmente deleta as imagens, confundindo a nossa memória. Mas o que fazer quando pequenos flashes de lembranças desagradáveis se manifestam em forma de sonhos?
O cineasta Ari Folman resolveu fazer um documentário em formato de animação, desenhado por David Polonsky, chamado Valsa com Bashir – que também resultou numa história em quadrinhos, publicada recentemente, no Brasil, pela L&PM (colorido, papel couché, R$ 46,00) –, para contar ao mundo a sua experiência com os mistérios da falta de memória sobre a sua participação na Guerra do Líbano, mais especificamente no massacre ocorrido nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, no ano de 1982, quando os cristãos falangistas mataram sem dó nem piedade os palestinos muçulmanos.
A história toda tem início quando um amigo de Folman lhe relata um estranho sonho com cachorros, intrigando-o porque esse sonho remetia à lembranças da Guerra do Líbano, lembranças essas que ele não tinha, mesmo sabendo que esteve lutando, como soldado, por lá.
Não entendendo o que está acontecendo e sendo perturbado por um sonho recorrente, onde ele e mais dois amigos, dos tempos da citada guerra, saiam do mar e caminhavam nus, em direção à Beirute, parte para encontrar esses amigos e descobrir o que é real e o que é “construção” da sua memória.
Para surpresa de Folman, alguns desses amigos também não lembram de várias passagens da Guerra do Líbano. Isso faz com que ele fique ainda mais confuso, até que conversa com a professora Zehava Solomon, a qual lhe explica sobre o “evento dissociativo”, um trauma de guerra bastante comum.
Apesar de tudo o que descobre, as memórias sobre o massacre de Sabra e Chatila ainda não são claras. Folman averigua mais um pouco. Sua mente culpada não lhe permitia enxergar, então ele relembra que esteve mesmo lá, disparando sinalizadores noturnos, mas logo declara que não viu nada da matança. E então, quando as memórias mais dolorosas regressam à sua mente, as imagens passam a ser fotografias, não mais desenhos. Foi real. Foi desumano. Foi algo a ser esquecido, mas que não podia ser apagado dos olhos do mundo.
Texto a ser publicado na versão impressa do Solto na Cidade.
terça-feira, 21 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Apresentando a desenhista Giovana Leandro
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Seleção para a Subversos # 4
O pessoal da Subversos renovou o contrato com a prefeitura de São Paulo para a edição de mais 3 números da revista. Eles já estão selecionando material para a edição #4.
As especificações são: Formato A4 (21 x 29 cm) e temática de "Cotidiano Urbano".
Os interessados podem enviar material para seleção até o dia 14 de junho, através desse e-mail: revistasubversos@gmail.com




